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O indivíduo aprende. Ou não.

13 out 2017 Editar De quando em quando é necessário admitir a realidade, encará-la sem o potencial tóxico que nos faz divagar e encontrar perspectivas tão alheadas da mesma. Discute-se por que há alunos que tem um comportamento tão frívolo e inconsistente em relação à sua própria aprendizagem e, para quem é da área da educação, logo nos vemos  perdidos no cipoal discursivo que nos remete a uma pedagogia compensatória e a uma influência culposa que nos faz crer que somos responsáveis  sine qua non  pelo fracasso escolar, termo, aliás, que, em si, já é passível de discussão. Não superar esses padrões e a miríade de sensos comuns e de frases feitas a respeito do tema irá remeter o educador a uma sensação de luto, de perda, de culpa. Por outro lado, simplesmente revoltar-se e discursar contra esses padrões também não é suficiente ou eficaz para encaminhar alternativas plausíveis. A questão, pois, é não nos perdermos ness...
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"Passar" conhecimento ou ensinar a refletir?

28 mar 2016 Editar http://outraspalavras.net/outrasmidias/destaque-outras-midias/educar-transmitir-conhecimento-ou-ensinar-a-refletir/ –  14 DE JULHO DE 2015 Conhecido mundialmente por crítica ao ensino tradicional, Cláudio Naranjo sustenta: na era da internet, insistir no professor-“dono do saber” é tentar formar adultos domesticados Por  Udo Simons , na  Revista Educação Apesar da postura serena, olhar amistoso e voz tranquila, o médico psiquiatra de origem chilena Cláudio Naranjo, 83, é veemente ao falar. “A educação não educa. É uma fraude. Não se deve confundir instrução com educação”, diz, apontando na política pública parte da origem de suas constatações. “É como se o objetivo dos governos fosse manter as pessoas amortecidas.” Indicado ao Prêmio Nobel da Paz deste ano, Naranjo dedica parte de seu trabalho, há 15 anos, à transformação dos processos de ensino e aprendizagem a partir do reconhecimento de si e do outro. Acredita ser esse um dos prin...

Como é ter transtorno de personalidade Borderline

9 set 2017 Editar Esta matéria foi originalmente publicada na  VICE Austrália   . Queria explicar como é viver com uma doença mental comum, mas pouco compreendida: o transtorno de personalidade borderline (ou transtorno de personalidade limítrofe), o TPB. Entre 1 e 2% dos australianos sofrem de TPB — no Brasil não há dados. Mulheres têm três vezes mais chance de ter a doença que os homens. Ela geralmente está ligada a (ou é diagnosticada equivocadamente como) outras doenças mentais, o que significa que pode se perder em outras discussões maiores. A doença pode se misturar com depressão, ansiedade e transtorno bipolar. Pode ser genética, ou resultado de um trauma. Pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, ou nenhuma delas. É difícil oferecer uma definição médica simples de TPB, mas já ouvi isso ser resumido muito bem como uma “irracionalidade crônica”. Pense em mudanças de humor súbitas, impulsividade, instabilidade e um bom punhado de raiva explosiva. TPB parece c...

Vida de ponteiros

17 set 2017 Editar Relógios tem ponteiros, setas que ordenam nossos tempos. Na Idade Média ficavam na Igreja da comunidade e marcavam somente as horas, não os minutos, pois aquelas estavam associadas aos rituais católicos, o que iria mudar drasticamente  quando a revolução industrial começou a se disseminar em vários locais da Europa, com consequências locais e, mais adiante, com repercussões globais, de acordo com as tecnologias disponíveis na época.  O tempo passou a ser dedicado, preferencialmente, à produção, além de o lazer ter sido devidamente demonizado (especialmente o lazer do trabalhador, bem entendido). Assim, os ponteiros dos relógios passaram a ditar o ritmo das atividades humanas, embora o ludismo não tenha concordado pacificamente.  Por outro lado, foi estabelecido um fluxo de trabalho contínuo, no qual o tempo passou a ser rigorosamente fatiado entre o trabalho, o descanso para o retorno ao trabalho e as férias – qu...